sexta-feira, 20 de julho de 2007

Metrô de São Paulo deve ter rede móvel até dezembro

20/7/2007 10:05:00
As operadoras de celular que atuam no estado de São Paulo pretendem se unir para dividir os custos de implantação de uma rede de telefonia móvel na infra-estrutura do metrô paulista. Desta forma, os cerca de 3 milhões de usuários dos trens subterrâneos poderão falar ao celular durante o trajeto a partir de dezembro deste ano. A Companhia do Metropolitano de São Paulo lançou um chamamento público no qual as interessadas em implantar a estrutura podem se inscrever até o dia 10 de agosto. As propostas serão abertas no dia 13 do mesmo mês, quando a documentação e habilitação de cada uma será avaliada pela equipe técnica do metrô.Segundo Sérgio Assenço, vice-presidente de regulamentação da Vivo, a principal exigência do processo é que a companhia tenha uma licença de Serviço Móvel Pessoal (SMP) da Anatel. "Assim, evita-se que um aventureito queira disputar o negócio", afirmou. Além disso, a companhia vai exigir uma remuneração mensal da operadora escolhida para explorar o serviço em nome da utilização da infra-estrutura do metrô.Como não há impedimento para a formação de consórcios, Assenço explica que as operadoras decidiram se unir para dividir os custos. Vivo, Claro e TIM já haviam concordado com a proposta e decidiram chamar também a Nextel e a Unicel - esta ainda em vias de dar início à implantação dos seus serviços, já que foi habilitada no último leilão realizado pela Anatel, no início deste ano.Ambas concordaram, segundo o executivo da Vivo e, por isso, agora as empresas trabalham na criação de um memorando de entendimento. Cada uma, entretanto, assinará um contrato em separado com a Companhia do Metropolitano e, por isso, cada uma pagará a mensalidade de cerca de 73 mil reais pelo uso da infra-estrutura.Os custos para a montagem da rede de telefonia móvel estão estimados entre 12 milhões e 15 milhões de dólares, de acordo com Assenço. Segundo ele, a Companhia do Metropolitano vai deixar uma "janela" de quatro a cinco horas nas madrugadas para as operadoras trabalharem. Por isso, ele acredita que não será possível concluir todo o processo este ano. "Todas as estações, no entanto, já estarão cobertas até essa data", explicou. Até o primeiro trimestre de 2008, ele espera concluir a rede em 100% dos túneis subterrâneos.Na avaliação de Assenço, com o modelo do consórcio entre as operadoras "será um bom negócio para todos os lados". Se cada uma tivesse de bancar sozinha a montagem de sua rede, "ficaria inviável", diz ele.Fonte: Computerworld

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