quinta-feira, 3 de maio de 2007

Mídia e criação estão mais próximas...

Mídia e criação estão mais próximas, afirma diretor da Africa

Que caminho vai trilhar a mídia como ferramenta utilizada pelo mercado publicitário? TV, jornal e revistas vão mesmo ceder espaço à internet? Afinal, qual meio mais perde relevância com as mudanças constantes da comunicação? Comercial de 30 segundos ou ação viral? Estas são apenas algumas das dúvidas já levantadas pelo segmento da propaganda no Brasil e que, de acordo com o sócio e diretor de mídia da agência Africa, Luiz Fernando Vieira, também são discutidas lá fora. "Muita pergunta ainda não tem resposta definida nem mesmo nos Estados Unidos", afirma Vieira, que recentemente esteve em Las Vegas para um congresso de mídia, promovido por uma associação de agências norte-americanas.

O publicitário vai além: "Estudos, avaliações, pesquisas. Tudo o que está em pauta no Brasil, está em pauta lá fora. As dúvidas que envolvem convergência são bastante parecidas, cada uma adequada ao seu mercado", pontua Vieira, ao lembrar que no Brasil, diferentemente de outros países, não existem os bureaus de mídia. Ou seja, por aqui a mesma agência que cria é a que faz a inserção dos comerciais. Vieira garante, porém, que a escolha da mídia (com verbas cada vez mais enxutas e necessitando de otimização) e, por conseqüência os profissionais de mídia, ganham relevância e têm um trabalho cada vez mais integrado ao da criação. "É o profissional de mídia que pode liderar a adesão às novas tecnologias. É importante que este relacionamento esteja em sintonia com a criação. Todas as novas tecnologias levam a uma grande convergência." Para Vieira ainda é preciso lembrar que hoje, nas agências modernas, a grande idéia de uma campanha não deve vir apenas da criação.

Segundo o publicitário, este conceito de convergência é capaz de mudar o cenário do departamento de mídia dentro das agências. "Televisão, internet , rádio. Tudo isso pode vir de uma única tela. Por isso, acredito que todo profissional de mídia deveria ter em casa um Play Station 3. Assim poderia ver como é possível aplicar uma única idéia a diversos meios." Para o publicitário, o novo jogo da Sony atrai para a frente da TV. "Tanto nos Estados Unidos como no Brasil o tempo de exposição das pessoas na frente da televisão aumentou, ao contrário do que muitos especialistas estavam prevendo", explica Vieira. O interessante do PS3, para o diretor, é poder ver como o conteúdo comanda o entretenimento e as várias formas que as marcas têm de fazer propaganda neste meio. "As marcas estão investindo no conteúdo, basta ver empresas como Ponto Frio, que fizeram ação dentro do "Big Brother Brasil 7", da Rede Globo. E olha que neste caso trata-se de uma empresa de varejo." Outro exemplo é do próprio cliente Nivea, que montou um spa com o nome da marca dentro da casa do BBB7.

Lá fora, diz Vieira, as agências de mídia tomaram a dianteira neste entendimento às novas tecnologias e, por conseqüência, ao novo consumidor. "O resultado disso são dois departamentos ainda mais integrados: mídia e criação. Isso faz com que uma idéia de conteúdo seja possível e assim o anunciante possa fugir do tradicional e impactar seu target."
Vieira esclarece que novas tecnologias - como celular e games - não excluem a mídia tradicional. "Mas é preciso que os veículos comecem a se adaptar, viabilizando novas possibilidades de anúncios. Só assim as campanhas podem, realmente, ser múltiplas", finaliza.Fonte : Gazeta Mercantil

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